Queijos artesanais de Minas, nem todos são QMA: uma breve revisão
DOI:
https://doi.org/10.14295/2238-6416.v77i1.882Palavras-chave:
tradição, cultura, sabor, textura, queijos de leite cru.Resumo
O queijo Minas artesanal (QMA) é um produto bastante produzido e consumido em todo o estado de Minas Gerais, sendo as regiões de Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Ibitipoca, Serra do Salitre, Serro e Triângulo consideradas as 8 tradicionais regiões produtoras de queijo Minas artesanal. Com a publicação da Lei 23.157, de 18 de dezembro de 2018, que dispõe sobre a produção e comercialização dos queijos artesanais de Minas Gerais, outras variedades de queijos artesanais puderam também ser reconhecidas e regularizadas, além do QMA. Dentre as variedades de queijos artesanais de Minas (QAM), que não são QMA, estão: o queijo artesanal de Alagoa, o queijo artesanal Mantiqueira de Minas, o queijo Cabacinha, o queijo artesanal do Vale do Suaçuí, o queijo artesanal da Serra Geral e também o requeijão artesanal, conhecido como requeijão Moreno. Enquanto o QMA deve seguir uma tecnologia de fabricação padrão em todas as regiões onde é produzido, os outros queijos artesanais de Minas possuem algumas particularidades como aquecimento e cozimento da massa, ou fusão, ou filagem, dentre outras etapas que não são permitidas no QMA. Em suma, os queijos artesanais de Minas englobam os queijos Minas artesanais (QMA) e também os queijos artesanais que possuem tecnologia de fabricação específica somente de sua variedade. Os QAM fazem parte da história e da cultura mineira, mas ainda não foram extensamente estudados, por isso não existem muitas publicações científicas a respeito das suas características e do modo de fazer destes queijos. Neste contexto, esta revisão teve como objetivo abordar o que se tem de literatura para elucidar as principais características dos QAM que não se enquadram na classificação de QMA, bem como suas regiões de produção e tecnologias de fabricação.
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