AVALIAÇÃO DO ÍNDICE DE SOROPROTEÍNA NÃO DESNATURADA COMO UM INDICADOR DE TRATAMENTO TÉRMICO PARA LEITE UHT E LEITE EM PÓ

Autores

  • Leandra Natália Oliveira Departamento de Nutrição / UFJF- Juiz de Fora- MG- Brasil
  • Vanessa Toledo Marinho Departamento de Nutrição / UFJF- Juiz de Fora- MG- Brasil
  • Marilana Vidal Zamagno Departamento de Nutrição / UFJF- Juiz de Fora- MG- Brasil
  • Maraíse Aparecida Lauro Departamento de Nutrição / UFJF- Juiz de Fora- MG- Brasil
  • Jéssica Aparecida Norvino Barboza Departamento de Nutrição / UFJF- Juiz de Fora- MG- Brasil
  • Paulo Henrique Fonseca da Silva Departamento de Nutrição / UFJF- Juiz de Fora- MG- Brasil

DOI:

https://doi.org/10.14295/2238-6416.v70i2.389

Palavras-chave:

Desnaturação, processamento térmico, qualidade, desidratação.

Resumo

Durante o processamento térmico de produtos lácteos ocorrem diversas modificações químicas dentre as quais a desnaturação de soroproteínas é bastante evidente e estudada. Este fenômeno pode gerar gelificação em leite UHT e problemas de solubilização em leite em pó, dois importantes produtos lácteos amplamente difundidos no mercado nacional. O índice de soroproteína não-desnaturada (WPNI) pode ser uma ferramenta útil para avaliar o grau de severidade ao qual o leite está sendo submetido e, portanto, permite inferir sobre a ocorrência dos possíveis defeitos associados à desnaturação proteica. Neste estudo, verificou-se o teor de soroproteína não-desnaturada como indicador de tratamento térmico em leite submetido aos processamentos de ultrapasteurização e de secagem. As amostras comerciais de leite UHT e leite em pó analisadas apresentaram um intervalo de confiança de WPNI (2,39 ± 1,41) mg WPN.mL-1 e (2,63 ± 1,38) mg WPN.mL-1, respectivamente. De acordo com a análise estatística de variância, todas as amostras avaliadas diferiram entre si com um p-valor < 0,001; sendo que 90% das amostras de leite UHT e 67% para as amostras de leite em pó foram classificadas como submetidas a médio tratamento térmico. Os dados obtidos permitiram inferir sobre a severidade do tratamento térmico associado a cada tipo de produto analisado e foram capazes de demonstrar a falta de padronização dos processos de tratamento térmico nas amostras estudadas, fato este que pode ter como consequência o desenvolvimento de características indesejáveis nos produtos ao longo do período de estocagem e comercialização.

Biografia do Autor

  • Leandra Natália Oliveira, Departamento de Nutrição / UFJF- Juiz de Fora- MG- Brasil

    Mestranda em Ciência e Tecnologia do Leite e Derivados – Universidade Federal de Juiz de Fora/EMBRAPA/ EPAMIG.

  • Vanessa Toledo Marinho, Departamento de Nutrição / UFJF- Juiz de Fora- MG- Brasil
    Graduanda em Nutrição – Universidade Federal de Juiz de Fora.
  • Marilana Vidal Zamagno, Departamento de Nutrição / UFJF- Juiz de Fora- MG- Brasil
    Graduanda em Nutrição – Universidade Federal de Juiz de Fora.
  • Maraíse Aparecida Lauro, Departamento de Nutrição / UFJF- Juiz de Fora- MG- Brasil
    Graduanda em Nutrição – Universidade Federal de Juiz de Fora.
  • Jéssica Aparecida Norvino Barboza, Departamento de Nutrição / UFJF- Juiz de Fora- MG- Brasil
    Graduanda em Nutrição – Universidade Federal de Juiz de Fora.
  • Paulo Henrique Fonseca da Silva, Departamento de Nutrição / UFJF- Juiz de Fora- MG- Brasil

    Doutor em Ciência dos Alimentos. Professor Adjunto do Departamento de Nutrição – Universidade Federal de Juiz de Fora.

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Publicado

2015-09-03

Edição

Seção

Artigos/Articles

Como Citar

Oliveira, L. N., Marinho, V. T., Zamagno, M. V., Lauro, M. A., Barboza, J. A. N., & Silva, P. H. F. da. (2015). AVALIAÇÃO DO ÍNDICE DE SOROPROTEÍNA NÃO DESNATURADA COMO UM INDICADOR DE TRATAMENTO TÉRMICO PARA LEITE UHT E LEITE EM PÓ. Revista Do Instituto De Laticínios Cândido Tostes, 70(2), 78-84. https://doi.org/10.14295/2238-6416.v70i2.389