INFLUÊNCIA DE BOAS PRÁTICAS DE HIGIENE DE ORDENHA NA QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DO LEITE CRU REFRIGERADO
DOI:
https://doi.org/10.14295/2238-6416.v69i6.343Palavras-chave:
contagem bacteriana total, contagem de células somáticas, pequeno produtor.Resumo
O leite cru produzido por pequenos produtores brasileiros, em geral, apresenta baixa qualidade microbiológica. O objetivo deste trabalho foi verificar o impacto da implantação de boas práticas de higiene de ordenha na qualidade microbiológica do leite cru refrigerado produzido por pequenos produtores no norte do Paraná, Brasil. Foram selecionadas 92 propriedades onde foram realizadas coletas de leite antes e depois do treinamento em boas práticas de higiene na ordenha (“Sequência LIPOA”). Verificou-se que 49 (53,3%) propriedades implantaram total ou parcialmente as boas práticas. Para o total de 92 propriedades, a média de CBT foi de 3,0 x 106 para 1,5 x 106 UFC/mL após o treinamento. A média de CCS para essas propriedades se manteve em 2,2 x 105 células/mL. Considerando somente as propriedades que incorporaram as boas práticas de ordenha, a média da CBT reduziu significativamente de 3,8 x 106 para 1,8 x 105UFC/mL. A média da CCS foi de 2,2 x 105 CS/mL e regrediu para 1,7 x 105 células/mL após o treinamento, redução não significativa. Após a adoção das boas práticas de ordenha apenas 3 (6,1%) das 49 propriedades continuaram com contagens bacterianas superiores ao padrão de 7,5 x 105 UFC/mL estipulado pela legislação. O número de propriedades com CBT igual ou menor que 105 UFC/mL, padrão de qualidade internacional do leite, passou de 13 para 31 após o treinamento. A implantação de boas práticas de higiene na ordenha pode ser o único modo de pequenos produtores alcançarem os padrões de qualidade determinados pela legislação.
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