QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DE QUEIJO MINAS FRESCAL COMERCIALIZADO NA ZONA DA MATA MINEIRA

Autores

  • Iury Antônio de Souza Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais - Campus Rio Pomba- Rio Pomba- MG- Brasil
  • Ana Cristina da Silva Giovannetti Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais - Campus Rio Pomba- Rio Pomba- MG- Brasil
  • Luiz Guilherme de Freitas Santos Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais - Campus Rio Pomba- Rio Pomba- MG- Brasil
  • Scarlet Ohana Da Silva Gandra Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais - Campus Rio Pomba- Rio Pomba- MG- Brasil
  • Maurilio Lopes Martins Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais - Campus Rio Pomba- Rio Pomba- MG- Brasil
  • Alcinéia de Lemos Souza Ramos Universidade Federal de Lavras

DOI:

https://doi.org/10.14295/2238-6416.v72i3.598

Palavras-chave:

queijo fresco, Escherichia coli, estafilococos coagulase positiva, Listeria monocytogenes, Salmonella sp., segurança dos alimentos

Resumo

Este trabalho objetivou avaliar a qualidade microbiológica do queijo Minas frescal comercializado na Zona da Mata Mineira. As amostras foram coletadas em seis municípios: Juiz de Fora (33), Cataguases (7), Itamarati de Minas (4), Belmiro Braga (2), Bicas (2) e Rio Pomba (2), totalizando 50 marcas, sendo 43 de produção industrial e sete informais. As análises de pH, atividade de água (Aw), coliformes a 35 ºC e a 45 ºC, Escherichia coli, estafilococos coagulase positiva, Staphylococcus aureus, Listeria monocytogenes e Salmonella sp. foram realizadas entre outubro de 2015 e janeiro de 2016. Os valores de pH variaram entre 4,98 a 7,14 e a Aw entre 0,989 a 0,904. Todas as amostras, independente da origem, apresentaram coliformes a 35 ºC, com valores variando de 1,5 x 101 a 1,1 x 106 NMP/g. Dentre as amostras, 20 (40%) apresentaram Número Mais Provável acima do limite máximo estabelecido pela legislação para coliformes a 45 ºC, sendo a média de 1,2 x 105 NMP/g. A presença de E. coli foi confirmada em 16 amostras (32%). As contagens de estafilococos coagulase positiva também foram acima do limite aceito em 16 (32%) amostras e 10 (20%) continham S. aureus. Não foi constatada presença de L. monocytogenes, entretanto, Salmonella sp. foi confirmada em 20 amostras (40%). Constatou-se que, apenas 11 amostras (22%), estavam em conformidade com a legislação brasileira. Portanto, o queijo Minas frescal comercializado na região apresentou baixa qualidade microbiológica, sugerindo deficiências no processamento, transporte, armazenamento e/ou comercialização e perigo à saúde humana

Biografia do Autor

  • Iury Antônio de Souza, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais - Campus Rio Pomba- Rio Pomba- MG- Brasil
    Possui graduação em Biomedicina pela Universidade Presidente Antônio Carlos campus II Juiz de Fora (2013), especialização em Vigilância Sanitária e Qualidade dos Alimentos pela AVM Faculdade Integrada (2015) e mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais campus Rio Pomba 
  • Ana Cristina da Silva Giovannetti, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais - Campus Rio Pomba- Rio Pomba- MG- Brasil
    Bacharel em Ciência e Tecnologia de Alimentos pelo Campus Rio Pomba do IF Sudeste MG.
  • Luiz Guilherme de Freitas Santos, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais - Campus Rio Pomba- Rio Pomba- MG- Brasil
    Técnico em Alimentos, Bacharel em Ciência e Tecnologia de Alimentos e mestrando em Ciência e Tecnologia de Alimentos pelo Campus Rio Pomba do IF Sudeste MG.
  • Scarlet Ohana Da Silva Gandra, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais - Campus Rio Pomba- Rio Pomba- MG- Brasil
    Técnica em Alimentos e Bacharelanda em Ciência e Tecnologia de Alimentos pelo Campus Rio Pomba do IF Sudeste MG.
  • Maurilio Lopes Martins, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais - Campus Rio Pomba- Rio Pomba- MG- Brasil
    Tecnólogo em Laticínios, Bacharel em Ciência e Tecnologia de Laticínios, Mestre e Doutor em Microbiologia Agrícola pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Foi funcionário do Departamento de Garantia de Qualidade da Cooperativa Central de Laticínios do Estado de São Paulo (Leite Paulista). Foi bolsista de doutorado Sanduíche (SWE) do CNPq, desenvolvendo o projeto de tese relacionado ao mecanismo de quorum sensing, no Laboratório de Microbiologia da Universidade de Zurique (Suíça) e bolsista de pós-doutorado júnior do CNPq. Atualmente, é professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais, câmpus Rio Pomba atuando nas áreas de processamento de leite e derivados, microbiologia de alimentos, microbiologia do leite e derivados, segurança alimentar, gerenciamento ambiental, inovação e propriedade intelectual. É tutor do grupo PET Ciências Agrárias
  • Alcinéia de Lemos Souza Ramos, Universidade Federal de Lavras
    Coordenadora do curso de graduação em Engenharia de Alimentos da UFLA. Possui graduação em Engenharia de Alimentos pela Universidade Federal de Viçosa (1999), mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela Universidade Federal de Viçosa (2002) e doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela Universidade Federal de Viçosa (2007). Atualmente é professora adjunta do Departamento de Ciência de Alimentos da Universidade Federal de Lavras, onde leciona disciplinas para o curso de Engenharia de Alimentos, Medicina Veterinária e Zootecnia e atua como colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos. Tem experiência na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos, com ênfase em Tecnologia de Produtos de Origem Animal, atuando principalmente na área de tecnologia de carnes, e Biotecnologia, com ênfase para tratamento de efluentes da indústria de alimentos. 

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Publicado

2017-08-28

Edição

Seção

Artigos/Articles

Como Citar

Souza, I. A. de, Giovannetti, A. C. da S., Santos, L. G. de F., Gandra, S. O. D. S., Martins, M. L., & Ramos, A. de L. S. (2017). QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DE QUEIJO MINAS FRESCAL COMERCIALIZADO NA ZONA DA MATA MINEIRA. Revista Do Instituto De Laticínios Cândido Tostes, 72(3), 152-162. https://doi.org/10.14295/2238-6416.v72i3.598