ELABORAÇÃO DE IOGURTE GREGO DE LEITE DE BÚFALA E INFLUÊNCIA DA ADIÇÃO DE CALDA DE GINJA (Eugenia uniflora L.) NO TEOR DE ÁCIDO ASCÓRBICO E ANTOCIANINAS DO PRODUTO

Autores

  • Elivaldo Nunes Modesto Junior Universidade Federal do Pará
  • Suane da Silva Soares Universidade do Estado do Pará
  • Deyse Dayan Freitas de Sousa Universidade do Estado do Pará
  • Juliana Rodrigues do Carmo Universidade Federal do Pará
  • Rogério Migdon Vieira da Silva Laboratório Nacional Agropecuário no Pará
  • Carmelita de Fátima Amaral Ribeiro Universidade do Estado do Pará

DOI:

https://doi.org/10.14295/2238-6416.v71i3.523

Palavras-chave:

derivado lácteo, fruto regional, aspectos nutricionais, alimento alternativo.

Resumo

A ginja (Eugenia uniflora L.) apresenta compostos fenólicos com ação antioxidante, ação hipoglicemiante e antirreumática, utilizada em distúrbios estomacais e como anti-hipertensivos. O leite de búfala exibe excelente qualidade nutricional destacando-se como principais características o elevado teor de proteínas com 25,55%, tendo mais aminoácidos essenciais que o leite de vaca. O objetivo deste estudo foi elaborar um iogurte grego de leite de búfala com calda de ginja e avaliar a influência da adição de diferentes percentuais de calda (10, 20 e 30% p/p) sobre o teor de ácido ascórbico e antocianinas no produto elaborado. Os frutos foram coletados no município de Salvaterra e levados para o laboratório onde foram sanitizados e despolpados para utilização no iogurte. Os iogurtes foram elaborados com leite bubalino, açúcar e leite em pó integral. Os frutos de ginja, o leite de búfala e o iogurte elaborado foram avaliados quanto as suas características físico-químicas, microbiológicas e sensoriais. Os frutos apresentaram uma ótima relação sólidos totais tituláveis (SST)/acidez total titulável (ATT) e apresentaram teores de ácido ascórbico e antocianinas elevados (124,08 mg/100g e 179,27 m Eqg Cianidina-3-glicosideo/100g respectivamente). O leite de búfala utilizado apresentou características físico-químicas de acordo com os padrões microbiológicos exigidos por lei. O aumento do percentual de calda de ginja no iogurte grego de búfala elevou significativamente os teores de ácido ascórbico e antocianinas no produto, demonstrando a possibilidade da produção de novos produtos com características nutricionais agregadas para inserção em novos mercados. O produto também apresentou da boa aceitação sensorial, sendo que as formulações com 10%, 20% e 30% de calda apresentaram percentuais de 87%, 89% e 89% de aceitação pelos provadores respectivamente.

 

Biografia do Autor

  • Elivaldo Nunes Modesto Junior, Universidade Federal do Pará
    Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Universidade Federal do Pará, 66075-970, Belém-PA, Brasil.
  • Suane da Silva Soares, Universidade do Estado do Pará
    Graduada em Tecnologia de Alimentos, Universidade do Estado do Pará, 68860-000. Salvaterra/Pará,Brasil
  • Deyse Dayan Freitas de Sousa, Universidade do Estado do Pará
    Graduada em Tecnologia de Alimentos, Universidade do Estado do Pará, 68860-000. Salvaterra/Pará,Brasil
  • Juliana Rodrigues do Carmo, Universidade Federal do Pará
    Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Universidade Federal do Pará, 66075-970, Belém-PA, Brasil.
  • Rogério Migdon Vieira da Silva, Laboratório Nacional Agropecuário no Pará
    Mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Laboratório Nacional Agropecuário no Pará. 66093-02. Belém/Pará, Brasil
  • Carmelita de Fátima Amaral Ribeiro, Universidade do Estado do Pará
    Professora doutora em Engenharia Agrícola, Universidade do estado do Pará, 68860-000, Salvaterra/Pará, Brasil.

Downloads

Arquivos adicionais

Publicado

2016-08-31

Edição

Seção

Artigos/Articles

Como Citar

Modesto Junior, E. N., Soares, S. da S., de Sousa, D. D. F., do Carmo, J. R., Silva, R. M. V. da, & Ribeiro, C. de F. A. (2016). ELABORAÇÃO DE IOGURTE GREGO DE LEITE DE BÚFALA E INFLUÊNCIA DA ADIÇÃO DE CALDA DE GINJA (Eugenia uniflora L.) NO TEOR DE ÁCIDO ASCÓRBICO E ANTOCIANINAS DO PRODUTO. Revista Do Instituto De Laticínios Cândido Tostes, 71(3), 131-143. https://doi.org/10.14295/2238-6416.v71i3.523