VIABILIDADE ECONÔMICA DA ADOÇÃO DO CONTROLE ESTRATÉGICO DO CARRAPATO RHIPICEPHALUS (BOOPHILUS) MICROPLUS (CANESTRINI, 1887) EM REBANHOS BOVINOS LEITEIROS
DOI:
https://doi.org/10.5935/2238-6416.20120081Palavras-chave:
acaricida, carrapaticida, parasitoResumo
Este trabalho tem como objetivo avaliar a viabilidade econômica do programa de controle estratégico do carrapato em bovinos leiteiros adotado pela Embrapa Gado de Leite. O programa se fundamenta na racionalização do uso de carrapaticidas com a realização de tratamentos no período em que a população de carrapatos encontra-se reduzida; na escolha do produto mais adequado para o combate da população de carrapatos, por meio da realização de testes de sensibilidade dos carrapatos aos carrapaticidas; e, pela utilização do carrapaticida na diluição recomendada e quantidade suficiente para banhar todo o corpo do animal. O estudo foi realizado junto a 104 produtores rurais, criadores de gado de leite, em 27 municípios da região central e norte do estado de Minas Gerais. As informações foram coletadas por meio de questionário, no período de setembro a novembro de 2010. Constatou-se que em 68% dos rebanhos, a infestação por TPB é a que mais afeta os animais. Por causa desse e outros problemas, 79% dos consultados resolveram aderir ao Programa por recomendação do técnico e outros 70% por causa das altas infestações nos animais. Setenta e nove por cento aderiram e seguiram o Programa, de maneira correta. Nessas fazendas, a maior parte da mão de obra é contratada (46%), o sistema de exploração da atividade leiteira é o semi-intensivo (84%), o padrão racial do rebanho é o cruzamento Girolando (95%) e em, 45%, a produção média diária de leite varia entre 40 a 400 litros. Antes da adesão ao Programa, em 89% das propriedades, as vacas lactantes eram as mais afetadas, seguidas de bezerros. Para escolher o carrapaticida, 41% dos produtores baseavam a escolha na indicação do balconista. Após a adesão ao Programa, 94% dos fazendeiros seguiram as orientações repassadas pelos técnicos. O primeiro motivo citado (78%) para permanência com o plano de controle foi a credibilidade no teste de sensibilidade dos carrapatos aos acaricidas. Com isso, 90% notaram a diminuição dos ataques pelo parasito, mudando a maneira de realizar os banhos (100% dos produtores). Houve a redução de 57% dos gastos em reais com a compra de carrapaticidas por mês e de 33% da quantidade de tratamentos por ano. Em relação à TPB, houve queda de 60% do número médio de casos e 100% da média do número de mortes em bezerros. Portanto, os resultados indicaram que a adoção do controle estratégico do carrapato em bovinos leiteiros possibilitou a redução das despesas dos produtores com aquisição de carrapaticidas químicos. Além disso, a adoção do controle estratégico possibilitou a redução de prejuízos diretos e indiretos causados pelo carrapato, com reflexos positivos sobre a produção e a qualidade do leite e derivados.Downloads
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