Antagonismo de bactérias ácido-láticas contra Staphylococcus aureus produtor de enterotoxina C em queijo tipo Minas Frescal durante a estocagem

Autores

  • Emanuelly Gomes Alves Mariano
  • Marcelo Resende de Souza
  • Eduardo Robson Duarte
  • Ricardo Souza Dias

DOI:

https://doi.org/10.14295/2238-6416.v76i4.853

Palavras-chave:

queijo fresco, Staphylococcus coagulase positiva, enterotoxina estafilocócica, Lactobacillus spp., qualidade sanitária.

Resumo

A avalição dos parâmetros microbiológicos de alimentos representa indícios da qualidade e segurança de suas matrizes, que podem oferecer riscos e causar danos à saúde do consumidor quando os valores observados estão incompatíveis com os critérios apropriados. O leite e seus produtos derivados estão frequentemente relacionados à intoxicação estafilocócica, uma vez que cepas enterotoxigênicas de Staphylococcus spp. é citado como um dos causadores de mastite bovina. Como forma de elucidar alternativas eficazes de impedir o desenvolvimento de S. aureus em matriz láctea, produziram-se queijos, adicionados de combinações de uma cepa padrão S. aureus FRI361 produtora de enterotoxina C, e duas bactérias ácido-láticas (BAL) Lactobacillus plantarum e Lactobacillus rhamnosus isoladas de soro-fermento de queijarias cadastradas da Canastra em Minas Gerais e identificadas proteômicamente pela técnica de MALDI-TOF. Os queijos Minas Frescal, produzidos com cepas de BAL, foram capazes de reduzir a contagem de S. aureus do 1º ao 14º dia após a produção, nos tratamentos que apresentaram pelo menos uma BAL junto do patógeno. A presença de bactérias ácido-láticas mostrou potencial ação inibidora frente ao S. aureus no queijo Minas Frescal, podendo contribuir para a melhoria da qualidade sanitária de queijos frescos.

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Publicado

2021-12-03

Edição

Seção

Artigos/Articles

Como Citar

Mariano, E. G. A., de Souza, M. R., Duarte, E. R., & Dias, R. S. (2021). Antagonismo de bactérias ácido-láticas contra Staphylococcus aureus produtor de enterotoxina C em queijo tipo Minas Frescal durante a estocagem. Revista Do Instituto De Laticínios Cândido Tostes, 76(4), 213-223. https://doi.org/10.14295/2238-6416.v76i4.853