TRATAMENTO DA CASCA DE QUEIJO CANASTRA COM RESINA E SEUS EFEITOS DURANTE A MATURAÇÃO E NA QUALIDADE COMO FORMA DE MELHORAR O ASPECTO E AGREGAR VALOR AO PRODUTO
DOI:
https://doi.org/10.5935/2238-6416.20120055Palavras-chave:
queijo Minas artesanal da Canastra, resina, maturação.Resumo
O principal objetivo deste trabalho foi testar uma alternativa para melhorar o aspecto de apresentação e a qualidade do queijo Minas artesanal da Canastra sem comprometer as suas características peculiares. Assim, foram comparados queijos Minas artesanais da Canastra ao longo da maturação com aplicação de resina de grau alimentar na casca em relação àqueles sem aplicação, quanto aos aspectos físico-químicos, microbiológicos e sensoriais, durante as quatro estações do ano. Nos ensaios preliminares foram definidas a forma de aplicação (emprego das mãos) e a quantidade (5 g de resina pura/unidade de queijo, sem necessidade da adição de sorbato de potássio). Durante o período de maturação estudado (2, 15, 30 e 45 dias) não observou-se diferença significativa entre os queijos com e sem aplicação de resina na casca em relação às características físico-químicas como pH, atividade de água, teor de umidade, teor de gordura no extrato seco, extensão e profundidade de proteólise. E aos 15 e 30 dias de maturação, a Análise Descritiva Quantitativa Modificada (ADQM) não indicou diferença entre os tratamentos com e sem aplicação de resina quanto aos atributos sensoriais avaliados, exceto para o aspecto global após 15 dias. Os queijos com aplicação de resina na casca tiveram um escore referente ao aspecto global maior em relação àqueles sem aplicação, após 15 dias de maturação, devido ao menor crescimento de mofos durante esse período. A partir dos escores obtidos no teste de aceitação mediante o uso de escala hedônica de 9 pontos, também não houve diferença significativa entre os queijos com e sem aplicação de resina na casca durante as quatro estações do ano. Entretanto, observou-se diferenças significativas nos queijos ao longo do ano, em relação às características físico-químicas pH, teor de gordura no extrato seco e profundidade de proteólise, e em relação aos atributos sensoriais aspecto global, cor, textura, consistência e sabor. Quanto às características microbiológicas dos queijos com e sem aplicação de resina na casca, após 15 dias de maturação, a diferença das contagens microbiológicas entre as quatro estações do ano não chegou a um ciclo logarítmico, exceto para mesófilos aeróbios e Staphylococcus aureus. Os coeficientes de variação referentes aos parâmetros microbiológicos dos queijos maturados por 15 dias, em relação às quatro estações do ano, apresentaram-se relativamente baixos, exceto para contagens de Staphylococcus aureus em queijos com e sem aplicação de resina na casca, e para contagem de coliformes totais em queijos sem aplicação de resina na casca. Após 15 dias de maturação, observou-se ausência de Listeria sp. e Salmonella sp. nos queijos com e sem aplicação de resina na casca, nas quatro estações do ano. Nos queijos com aplicação de resina na casca houve menor crescimento de mofos durante a maturação (45 dias) em relação àqueles sem aplicação de resina, reduzindo-se as perdas com raspagens ("toalete") dos queijos durante esse período.
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