PERCEPÇÃO DAS EMPRESAS DE LÁCTEOS SOBRE PROGRAMAS DE PAGAMENTO POR QUALIDADE DO LEITE E EVOLUÇÃO DOS INDICADORES DE QUALIDADE HIGIÊNICO-SANITÁRIO Perception of dairy plants on milk payment programs and evolution of hygienic-sanitary milk quality indicator
DOI:
https://doi.org/10.5935/2238-6416.20130012Palavras-chave:
percepção empresa lácteos, qualidade higiênico-sanitário, leite cru.Resumo
O presente estudo avaliou a percepção das empresas laticinistas sobre os programas de pagamento de leite baseados em indicadores de qualidade e os limites destes indicadores estabelecidos na legislação federal. A evolução dos indicadores higiênico-sanitários de rebanhos que permaneceram nestas empresas no período de 2006 a 2010 também foi avaliada. Foi aplicado um questionário estruturado em 68 empresas de lácteos que realizam análises no Laboratório de Qualidade do Leite da Embrapa Gado de Leite. Observou-se que 33,8% das empresas realizam análises laboratoriais para avaliar a qualidade do leite somente para atender as exigências estabelecidas pela legislação federal, enquanto 76,5% das empresas utilizaram os resultados destas análises para definição de estratégias gerenciais. Geralmente as empresas que adotaram programa de pagamento para o leite. Foi observada associação significativa (p<0,05) entre as empresas que realizaram pagamento por qualidade e o número de propriedades fornecedoras de leite para estas empresas. A principal vantagem apontada pelas empresas em relação à adoção de programa de pagamento foi a melhoria da qualidade da matéria prima (leite cru). As empresas relataram ter dificuldade em elaborar um programa de pagamento por qualidade devido à grande variação do volume de leite produzido por dia entre os produtores fornecedores de leite ou possuírem, na maioria, produtores de baixa escala. Os limites máximos estabelecidos na Instrução Normativa nº 51 para os indicadores de qualidade higiênico-sanitários foram considerados mais difíceis de serem alcançados em relação aos indicadores de qualidade composicional. Foi verificada uma associação significativa (p<0,01) entre a redução da contagem total de bactérias de acordo com as empresas que adotam programas de pagamento. Foram observados rebanhos que apresentaram redução dos indicadores de qualidade higiênico-sanitário envolvidos com empresas que não pagam por qualidade e aumento destes indicadores em rebanhos envolvidos com empresas que pagam por qualidade. Os resultados do estudo mostraram que houve crescimento no número de empresas que adotam programa de pagamento do leite por qualidade e que os limites estabelecidos na IN51 para os indicadores higiênicos sanitários foram considerados os maiores desafios pelas empresas de lácteos. A adoção de programas de pagamento de leite baseado em indicadores de qualidade mostrou ser uma ferramenta eficaz para incentivar os produtores a reduzirem a contagem total de bactérias, entretanto não foi para a redução de contagem de células somáticas. Estudos com foco na percepção do produtor sobre programas de pagamento por qualidade devem ser conduzidos para melhor entendimento da evolução dos indicadores de qualidade higiênico-sanitário nas empresas de lácteos.
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